A Sociedade Protetora dos Desvalidos, situada no Pelourinho, em Salvador, acaba de ser incorporada à Rede da Unesco voltada à preservação da história da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas.
Esta organização civil, a mais antiga ainda em atividade no Brasil, celebrou 194 anos em setembro de 2026, sendo fundada em 1832 por Manoel Victor Serra e outros homens negros livres.
O trabalho desta instituição remete às lutas por liberdade, com referências a importantes revoltas como a dos Búzios, em 1798, e dos Malês, em 1835.
Essa recente adesão destaca a relevância da memória histórica e cultural, ao lado de outros locais como o Cais do Valongo no Rio de Janeiro e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares em Alagoas.
História da Sociedade Protetora dos Desvalidos
A Sociedade Protetora dos Desvalidos, situada no bairro do Pelourinho em Salvador, é a organização civil negra mais antiga do Brasil ainda em atividade, celebrando 194 anos de existência em setembro de 2023. Fundada em 1832 por Manoel Victor Serra e outros homens negros livres, a instituição tem suas raízes ligadas à luta pela liberdade, evocando revoltas históricas como a dos Búzios, em 1798, e a dos Malês, em 1835. A Sociedade Protetora dos Desvalidos tem sido um bastião de resistência e busca pela igualdade ao longo de sua história.
Importância da Rede Unesco
No mês de setembro de 2023, a Sociedade Protetora dos Desvalidos passou a integrar a Rede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) dedicada à preservação da história e da memória da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas. Esta iniciativa, criada em 2024, visa reunir locais históricos de diferentes países e promover ações de preservação da memória, educação e troca de experiências. Outros três espaços brasileiros já faziam parte dessa rede: o Museu da Inconfidência, o Museu Casa da Hera e o Museu da República.
Além da Sociedade Protetora dos Desvalidos, outros dois locais brasileiros também foram reconhecidos: o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, e a Serra da Barriga, onde está localizado o Parque Memorial Quilombo dos Palmares em Alagoas. Esses reconhecimentos refletem a crescente valorização da história negra e o compromisso com a preservação da memória coletiva.



