Documentos da Prefeitura de Salvador revelam que houve uma redução nas viagens de ônibus durante o segundo turno das eleições no dia 25 de outubro de 2026.
A gestão do prefeito Bruno Reis autorizou intervalos maiores entre as viagens das principais linhas de ônibus da cidade, de acordo com ofícios enviados ao STF.
A medida afetou especialmente as linhas que atendem pontos de integração crucial, como os terminais da Lapa, Mussurunga e Pirajá.
Embora a prefeitura afirme ter seguido uma programação similar ao primeiro turno, análises indicam diferenças em relação aos horários que costumam ser praticados em dias úteis.
Mudanças na programação do transporte público
No último domingo, 25 de outubro, durante o segundo turno das eleições, foi registrada uma redução de viagens de ônibus em Salvador. Documentos encaminhados pela Prefeitura de Salvador ao Supremo Tribunal Federal (STF) revelam que a gestão do prefeito Bruno Reis adotou uma programação com intervalos maiores entre algumas das principais linhas de ônibus da cidade. O ofício enviado às empresas de ônibus no dia 19 de outubro indicava que essas mudanças se aplicariam a linhas que atendem terminais importantes, como Lapa, Mussurunga e Pirajá.
A prefeitura defendeu que a programação era “rigorosamente idêntica” à utilizada no primeiro turno das eleições. No entanto, uma análise realizada pelo jornal O Globo apontou variações nos horários estabelecidos para o segundo turno em comparação com os dias úteis.
Impactos sobre os usuários de ônibus
As alterações na frequência das viagens nos ônibus impactaram diretamente os usuários do transporte público em Salvador. Ao longo do dia da eleição, muitos passageiros enfrentaram dificuldades devido aos intervalos prolongados nos horários, o que gerou insatisfação e reclamações. A redução de viagens de ônibus em Salvador incidiu principalmente em horários de pico, quando a demanda por transporte costuma ser maior.
Além da insatisfação dos usuários, a justificativa da prefeitura de que as mudanças eram compatíveis com o primeiro turno foi questionada, uma vez que muitos passageiros relatam experiências bem diferentes nas duas ocasiões. É imprescindível que as autoridades considerem o impacto na mobilidade urbana e a necessidade de melhorias na oferta de transporte durante eventos eleitorais.



