Exposição “3 Obás de Xangô” ultrapassa 5 mil visitantes e segue em cartaz no Pelourinho

Artistas e obras em destaque

A exposição “3 Obás de Xangô” já ultrapassou a marca de 5 mil visitantes e continua aberta ao público até o dia 6 de dezembro na CAIXA Cultural Salvador, localizada no Pelourinho. A mostra é gratuita e apresenta um rico acervo que inclui obras, documentos e registros históricos de mais de 45 artistas. Este evento busca promover uma reflexão sobre a influência do Candomblé e da cultura afro-brasileira na formação da identidade cultural da Bahia.

Dentre os artistas em destaque, pode-se encontrar nomes renomados como Mestre Didi, Rubem Valentim, Ayrson Heráclito, Goya Lopes, Pierre Verger e Yedamaria. A exposição também abrange diferentes linguagens artísticas, como artes visuais, música, literatura e fotografia. Musicalmente, referências como Margareth Menezes, Olodum, BaianaSystem e Letieres Leite Quinteto enriquecem a experiência dos visitantes.

Temáticas abordadas na exposição

A mostra, inspirada no documentário homônimo de Sérgio Machado, é fundamentada na amizade entre Jorge Amado, Carybé e Dorival Caymmi, que foram agraciados com o título de Obás de Xangô no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Por meio da trajetória destes homenageados, a exposição expande a discussão sobre as relações entre arte, religiosidade, memória e o patrimônio cultural preservado pelas comunidades de matriz africana.

Com curadoria de Tiago Sant’Ana, Mariana Vaz, Solange Bernabó e Gildeci Leite, “3 Obás de Xangô” também ressalta a importância das mulheres negras, em especial das mães de santo, na preservação e transmissão dos conhecimentos afro-brasileiros. A configuração da mostra é dividida em núcleos temáticos que exploram o matriarcado nas práticas religiosas africanas, a simbologia de Xangô, a amizade entre os três Obás e as transformações contemporâneas nas expressões artísticas afro-brasileiras.

Informações sobre a CAIXA Cultural

A CAIXA Cultural Salvador está situada na Rua do Saldanha, nº 14, no Pelourinho, em um edifício que possui mais de 7,8 mil metros quadrados, o qual já abrigou o Liceu de Artes e Ofícios da Bahia por mais de 130 anos. Essa unidade faz parte da rede de equipamentos culturais da CAIXA, oferecendo um ambiente propício para exposições, atividades educativas e eventos culturais. Além do espaço no Pelourinho, a CAIXA Cultural mantém uma unidade na Rua Carlos Gomes, que segue com sua programação regular.